Hoje quero deixar uma pequena reflexão sobre o tempo.
Mesmo com o melhor método de organização, com as melhores práticas em produtividade pessoal, nunca podemos mudar um fato: O nosso tempo é limitado. Um recurso limitado e escasso.
Com base nesse fato, posso dizer que não importa tanto o quanto você é eficiente em fazer as coisas, mas sim o quanto as coisas que você faz são valiosas (para você). Se você faz 1.000 coisas rápido e bem, mas elas não são importantes para você, 1.000 coisas ou 100, não têm diferença. E talvez o percurso trilhado seja tão importante quanto o resultado do percurso.
Quero rechaçar, no entanto, duas formas lidar com o tempo, que poderiam advir errôneamente disso:
- Imediatismo: um mal moderno (e talvez um mal antigo), o imediatismo tenta se justificar dizendo que mais vale aproveitar o presente que se preocupar com o futuro. No entanto, o imediatismo traz um grande erro em si: O futuro de alguém será o seu presente num futuro próximo. E, quem não se preocupa com o futuro, pode acabar sendo surpreendido, se não estiver preparado para ele.
- Falta de objetividade: Por mais que o percurso seja realmente importante, ele vale pelo que produziu de bom. Fazer as coisas sem objetivo é abandonar a oportunidade de tentar gerar mudanças. É deixar as coisas a cargo do acaso.
Advogo um pensamento mais amplo: o resultado não se mede apenas pelos bens tangíveis que o caminho produziu, mas também pelo que nos tornamos durante o caminho. O que aprendemos? Com o que (e com quem) nos surpreendemos? Quantas pessoas diferentes, de pensares e culturas diversas, encontramos no meio do caminho? Como o caminho nos mudou, e como nós mudamos o caminho?
Afinal, se somos produtos do meio, o meio pode ser produto nosso, também.