Um dos grandes ralos para a produtividade é ficar a correr atrás das tarefas, sempre apagando incêndios e tentando cumprir os prazos finais. Por que motivos?
- Priorização das tarefas urgentes, em detrimento das tarefas importantes: Se estamos cheios de tarefas com o prazo estourando, priorizaremos essas tarefas, em detrimento de outras tarefas que no longo prazo poderiam ter um retorno superior em direção aos nossos objetivos;
- Ausência de reserva de tempo para imprevistos: Se estamos sufocados em tarefas perto de “estourar”, qualquer imprevisto que ocorra poderá nos fazer atrasar uma ou mais tarefas, em relação ao seu prazo final (não seria nada agradável ficar doente numa situação dessas, por exemplo – sem bem que ficar doente não é agradável mesmo… =));
- Perda da tranquilidade: Em decorrência do motivo anterior e da própria natureza de “estar atolado em tarefas-bomba”, a perda da tranquilidade e da paz de espírito é muito provável. Com mil preocupações na mente, sobra pouco espaço para a criatividade e para percepções sutis que poderiam alavancar a produtividade;
- Horas-extras forçadas: ao contrário do que alguns imaginam, trabalhar muitas horas costuma ser um sinal de improdutividade, e não o contrário. É um círculo “desvirtuoso”: sendo mais improdutivos, precisamos trabalhar mais horas; trabalhando mais horas, ficamos mais cansados e mais improdutivos.
Deus me livre! Nada pior que não ter tempo para o “ócio criativo” e para a melhoria contínua.
Na segunda parte deste artigo, falaremos sobre algumas formas de nos mantermos à frente das tarefas.